| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Trochilinae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | T. furcata |
O beija-flor-tesoura-verde é uma ave da ordem dos Apodiformes, da família Trochilidae.
Também é conhecido como beija-flor-de-barriga-violeta. No livro Aves do Brasil, edição Pantanal e Cerrado, consta como beija-flor-de-ventre-roxo.
Seu nome significa: do (grego) thalos = criança, descendente de; e ouranos céu, celeste, referente ao azul do céu; e do (latim) furcata, furcatus = bifurcada. ⇒ Pássaro filho do azul celeste com cauda bifurcada.
Mede cerca de 9,7 cm de comprimento. Macho com partes superiores esverdeadas, garganta verde-metálica, peito e barriga azul-violeta-brilhante; fêmea com as partes inferiores cinza.
Possui doze subespécies:
Alimenta-se em flores à pouca altura, buscando também insetos na vegetação ou capturando-os no ar.
Faz ninho em forma de taça profunda, preso por teias de aranha a forquilhas ou pequenos ramos, a cerca de 2 m de altura. Põe 2 ovos brancos. Os filhotes deixam o ninho após 18 a 24 dias. Descrições formais de ninhos eram baseadas apenas nas subespécies T. f. furcata no nordeste da Amazônia brasileira e T. f. viridipectus no Equador (Guilherme & Lima 2020). Porém, novos registros para a raça Thalurania f. boliviana no sudoeste da Amazônia brasileira mostraram que a espécie também constrói seus ninhos em forquilhas e revela, pela primeira vez, o uso de fibras da samambaia Phlebodium decumanum como principal material na construção do ninho (Guilherme & Lima 2020). Os filhotes nascem com penugens de cor bege na região dorsal e se desenvolvem no ninho até o décimo sexto dia (Guilherme & Lima 2020).
Comum no sub-bosque de florestas altas, capoeiras e florestas de várzea. Vive solitário, defendendo seu território de maneira agressiva. Em uma floresta no sudoeste amazônico brasileiro, Lima & Guilherme (2021) verificaram que essa foi uma das espécies nectarívoras mais frequentemente capturadas em clareiras naturais no interior da floresta, assim como Glaucis hirsutus, que faz desses ambientes bastante procurado pela espécie.
Quase todo o Brasil, da Amazônia ao Paraná. Encontrado também do México à Bolívia, Paraguai e Argentina.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies